quarta-feira, outubro 18, 2006

Seja um discípulo de verdade!

Acabo de ler a história da mulher samaritana na Bíblia e no livro O Desejado de Todas as Nações, e não pude me conter com tantas coisas maravilhosas. Na verdade, são várias as lições que aprendi, mas quero falar apenas sobre uma: cristianismo prático.

Há alguns anos, algo começou a me incomodar. Estudava diariamente a Bíblia, ia à igreja regularmente e estava sempre envolvida nas atividades da igreja, inclusive em cargos de certa responsabilidade. Mas não me sentia feliz. Na verdade, os cargos, a leitura da Bíblia e todas as responsabilidades cristãs eram um grande fardo para mim. Era triste admitir, mas era essa a realidade. Eu não tinha coragem de verbalizar meus sentimentos para ninguém, mas lá dentro, no meu íntimo, sentia um grande vazio que nada conseguia preencher. Quando ouvia aqueles lindos testemunhos de conversão, sentia um aperto no coração, porque o que eu mais queria era ter algo assim, significativo, para contar.

Comecei então a me questionar: Onde estava o problema? Por que, mesmo fazendo tudo “direitinho”, continuava me sentindo assim? Por que não tinha prazer nas coisas de Deus? Por que não tinha coragem nem vontade de falar dEle para os outros? Será que, sendo adventista “de berço”, eu poderia ter algum testemunho importante para contar? Como eu poderia testemunhar se minha religião era monótona e sem vida? Como poderia falar do poder de Deus se eu não o sentia na minha vida? Que tipo de cristã era eu, afinal?

Hoje entendo que “aquilo” que me incomodava era o Espírito Santo, tentando me fazer enxergar minha triste condição. Graças a Deus, percebi a tempo a religião insignificante que eu estava vivendo. Percebi que não podia simplesmente viver a religião dos meus pais ou dos meus irmãos da igreja. Precisava urgentemente ter minha própria experiência com Deus, minhas próprias convicções. Foi então que comecei a fazer diariamente minha "hora tranqüila", manter meu "contato imediato" com Deus, ou seja, meu culto pessoal. Não como antes, de forma legalista e automática, apenas para cumprir um requisito. Mas com fervor, espontaneamente e para conhecer realmente a Deus.

Foi assim que aquela religião comum e insignificante se transformou num cristianismo real e vibrante. Hoje entendo que antes eu não podia testemunhar com eficácia porque, primeiro, eu precisava ter um encontro de verdade com Jesus. Afinal, não podemos dar o que não temos. Por isso, agora posso dizer que entendo perfeitamente a atitude daquela mulher samaritana. Segundo a Bíblia, o encontro que ela teve com Jesus foi tão marcante que ela não pôde se conter. Tal foi a pressa para contar sua experiência para os amigos que ela até esqueceu o jarro de água. Isso que é entusiasmo, isso que é testemunho, isso que é cristianismo prático! Resultado: “Muitos samaritanos daquela cidade creram nele [em Jesus], em virtude do testemunho da mulher” (João 4:39). Que testemunho poderoso!

Existe uma frase de Ellen White, uma escritora inspirada por Deus, que mexe muito comigo: “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 195). Aí está uma dica para descobrirmos se somos realmente verdadeiros discípulos ou não: disposição para testemunhar de Jesus.

Amigo, se a sua história se parece com a minha, cuidado! Não se acomode! Não deixe que o “tempo de igreja” acabe com sua vibração, com sua alegria, com seu fervor! Não se deixe levar pela letargia que está invadindo a igreja! Não seja um cristão apático! Nasça de novo! Beba da Água da Vida! Tenha um encontro com Jesus – e não apenas um, mas vários, diariamente, sempre! Enfim, seja um discípulo de verdade! Só assim você poderá cumprir a missão que Deus lhe confiou: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19, 20). Que Deus o ajude!

Marily Sales dos Reis

(Texto publicado na Revista Adventista de fevereiro de 2007)

2 comentários:

Carlos Joel Fortes de lima disse...

realmente Marily, a comunhão, a conexão diária com Deus faz a diferença na vida da gente. Existe
um prazer, uma alegria de transmitir para os outros aquilo que a gente está sentindo. E testemunhar é um sinal de que nascemos de novo. mas como tu escreveste, so podemos dar aquilo que temos. Se formos fazio, não poderemos dar nada a ninguém, a não ser apatia e mornidão espiritual.
Faça uma uma visita no meu blog.
Um grande abraço fraternal.

Anônimo disse...

Mary,

Conhecemos (pelo menos teoricamente) a Fonte, sabemos onde está a água, mas acabamos preferindo a sequidão do deserto ou suas miragens. E continuamos sedentos, numa vida árida.
Chega, né?! Vamos brindar a vida com água viva!

Um abraço procê,

Ivacy